O Brasil foi capa da famosíssima revista britânica Times, que ilustrou a imagem do Cristo Redentor decolando como se fosse um foguete, em referência ao crescimento econômico à época, passando a ideia de país do futuro com a chamada “O Brasil decola”.  Isso aconteceu em 2009. Quatro anos mais tarde, novamente a célebre revista internacional trouxe o Brasil em sua capa ilustrando o “foguete Cristo Redentor” falhando e caindo, em alusão ao fracasso brasileiro na sua política econômica, com a instalação da crise.

Também pesa no estado enfermo de nosso país o perfil político que hoje impera na capital que Juscelino Kubitschek imaginou e ergueu para ser o centro das decisões mais importantes dessa nação. O que se sabe e não se compreende é que grande parte dos políticos que respiram o ar empoderado de Brasília, tem interesses particulares ou representam terceiros em causas próprias, ficando a população desamparada nas questões de cunho coletivo. Mas, contrariando o slogan de campanha do deputado federal Tiririca para a eleição de 2014, qual seja “vote Tiririca, pior que tá não fica”, realmente não ficou pior e sim desastroso, uma verdadeira mixórdia de quadrilha, de saqueadores, de chantagistas, de corruptos e larápios.

Tudo o que há de pior hoje, politicamente falando, está no Distrito Federal, onde os tentáculos invisíveis do poder e da sedução transitam livremente por todas as esferas de poder e se disseminam pelo país afora. Nesta semana, li uma frase de um autor desconhecido que comparou o Brasil a uma Ferrari dirigida por um macaco. Discordo. Essa comparação insulta nossos primos símios, pois estes sabem viver de forma organizada e em sociedade – respeitando os mais velhos e dando atenção aos mais novos, em que todos cuidam de todos, e tal modelo de convivência é o nosso sonho de consumo, um tanto quanto distante.

Políticos são denunciados no STF pelos mais diversos crimes. Leis são elaboradas e aprovadas para blindarem o império de grandes corporações e de propriedade de deputados federais e senadores, e todos esses ditos “representantes do povo brasileiro” desfilam rindo das nossas caras sem as devidas punições que a Lei imprime. Vivemos numa região em que não acontecem terremotos, furacões, tsunamis, guerras religiosas e demais entraves de crescimento econômico. No entanto,  a grande maioria dos nossos políticos nutre esse sentimento maléfico de ganância que impede esse país rico de prosperar.

Livremo-nos deles e, assim, deixaremos de ser vistos como uma republiqueta de bananas e passaremos a ser reconhecidos como uma nação de verdade.

*Frederico Cortez- Advogado
Cortez&Gonçalves Advogados Associados.
www.cortezegoncalves.adv.br

Este artigo também foi publicado no Blog do Eliomar (JORNAL O POVO ON-LINE) em 09/06/2017 sob o título: QUANDO VAMOS DEIXAR DE SER UMA REPUBLIQUETA DAS BANANAS?

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