Na última semana, o Espírito Santo foi o centro das atenções no que pese à greve da Polícia Militar, o que deflagrou uma onda de violência sem precedentes na cidade capixaba, principalmente. Diante da gravidade, o Exército Brasileiro fora convocado para assumir a segurança pública no Estado.

Mas além do simbolismo dos homens das forças armadas em solo, há que se atentar que algo chamou a atenção de todos, qual seja: as boas vindas ao Exército Brasileiro pela população.

Quem nasceu até os anos 1960, isso teria o significado de repressão e cassação da liberdade do indivíduo. Todavia, de forma irônica, hoje, os militares foram ao Espírito Santo para libertar o povo e protegê-los contra a criminalidade.

Não é de hoje que aquele, Exército Brasileiro, que tem o papel mor de defender as fronteiras e as instituições brasileiras, a Lei e da ordem está sendo convocado por boa parte da população para exercer a sua função já preceituada na Constituição Federal em seu artigo 142, segue:

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Nesse sentido, depreende-se que a população não aguenta mais ver tanta corrupção, tanta desfaçatez de políticos que negam o inegável. O Brasil, de hoje, está tomado pelo câncer incurável da corrupção, já em fase de metástase, onde já se alastrou por todas as esferas dos poderes legalmente constituídos.

Os noticiários já se acostumaram com as palavras desvio, propina, milhões, contas secretas, empresário corruptos, vendas de liminares, etc.

Mas será que somos mesmo obrigados a nos acostumar com isso? Bom ressaltar, que o “costume” faz a normalidade e, assim, não devemos achar normal e esperar que um político seja corrupto. Não é um mantra!

No país de hoje, inúmeras instituições cujo dever é defender a população e lutar por seus direitos, na verdade, os seus diretores e presidentes as usam como trampolim político para beneficiar a sua patota e o interesse pessoal de cada um deles.

É de fácil dedução aferir tal assertiva, basta buscar àqueles que hoje estão no poder a sua derivação institucional, de onde vieram e onde estão hoje.

Dessa forma, enquanto os políticos e politiqueiros de carteirinha ficam confabulando os esqueminhas de apadrinhamento, a população está caminhando para o lado do inconformismo e assim, como se seguiu no ES, irá dar cada vez mais as boas vindas ao Exército Brasileiro!

*Frederico Cortez- Advogado
Cortez&Gonçalves Advogados Associados.
www.cortezegoncalves.adv.br

Este artigo também foi publicado no Blog do Eliomar em 12/02/2017 sob o título: O Exército nas ruas e a falência das instituições públicas

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